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02/06/26

Com 0,95%, Brasil atinge o menor índice de sub-registro de nascimentos desde 2015

As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbito foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que o Brasil alcançou a marca histórica de apenas 0,95% de nascimentos não registrados nos 7.220 Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais presentes em todos os municípios brasileiros.

O índice representa uma queda de 3,26 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa de sub-registro no país era de 4,21%. O patamar atual é o mais próximo da cobertura universal preconizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número também consolida uma trajetória consistente de avanços: em 2023, o índice era de 1,05% e, em 2022, figurava em 1,31%.

“Os resultados comprovam a competência e a eficiência do trabalho dos registradores civis, que atuam em todos os municípios do país, garantindo o direito à cidadania desde o nascimento”, afirma Devanir Garcia, presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

As menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%), concentrando os melhores resultados nas regiões Sul e Sudeste. Por outro lado, as maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos foram localizadas em Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%), distribuídas pelas regiões Norte e Nordeste.

Veja a evolução do sub-registro de nascimentos no Brasil

Ano Índice de Sub-registro
2015 4,21%
2016 3,20%
2017 2,60%
2018 2,30%
2019 2,10%
2020 2,59%
2021 2,06%
2022 1,31%
2023 1,05%
2024 0,95%

 

Veja o índice dos estados e do DF

Estado Taxa (%) Estado Taxa (%)
Rondônia 0,49 Alagoas 0,56
Acre 2,71 Sergipe 3,10
Amazonas 4,40 Bahia 0,74
Roraima 13,86 Minas Gerais 0,23
Pára 2,81 Espírito Santo 0,43
Amapá 5,84 Rio de Janeiro 0,58
Tocantins 1,18 São Paulo 0,15
Maranhão 1,94 Paraná 0,12
Piauí 3,98 Santa Catarina 0,50
Ceará 1,35 Rio Grande do Sul 0,21
Rio Grande do Norte 0,73 Mato Grosso do Sul 0,58
Paraíba 0,56 Mato Grosso 1,14
Pernambuco 1,16 Goiás 0,40
Distrito Federal (DF) 0,13

 

Taxa de sub-registro de óbitos atinge 3,4% em 2024 e apresenta queda de 1,5% frente a 2015

A taxa de sub-registro de óbitos também apresentou queda em relação a 2015. Em 2024, a taxa de sub-registro de óbitos estimada foi de 3,40%, enquanto em 2015 o índice era de 4,89%. Isso corresponde a uma taxa de cobertura de 96,6% para o sistema de Estatísticas do Registro Civil.

Os maiores percentuais, acima de 10%, estavam localizados no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contrapartida, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).

Essas disparidades refletem diferenças na infraestrutura de saúde, na densidade de cartórios de registro civil, nas características demográficas (presença de população rural, indígena e quilombolas) e nos níveis de desenvolvimento socioeconômico regional.

As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos são obtidas por meio do pareamento das bases de dados das Estatísticas do Registro Civil, coletadas pelo IBGE, e pelo Ministério da Saúde, utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Arpen-Brasil, com informações do IBGE